| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Piciformes |
| Família: | Picidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Picinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | C. obrieni |
Ameaçado de extinção
O pica-pau-do-parnaíba, também chamado de pica-pau-da-taboca, é uma ave piciforme da família Picidae. Bonita ave, recentemente “redescoberta” em Tocantins após 80 anos desaparecida. Depois de ser registrado em Uruçuí (PI), em 1926, passou 80 anos desaparecido e só foi reconhecido novamente em 2006, no Tocantins. E isso porque dois indivíduos, coletados em 1967 e 1988, ficaram anos repousando em coleções científicas, antes de serem identificados. Agora, pesquisadores buscam o bicho em vários pontos do cerrado. Alguma vezes, com sucesso. Outras, sem conseguir nada. Em Uruçuí, onde foi registrado a primeira vez, nunca mais foi visto. O avanço da agricultura sobre o cerrado está deixando o pica-pau-do-parnaíba (Celeus obrieni) cada vez mais isolado e solitário. Com o cerrado preservado, ele se desloca com facilidade de um tabocal (bambuzal) a outro – onde encontra uma espécie de formiga da qual se alimenta – faz ninhos, e encontra parceiros para acasalar. As roças derrubam árvores e arbustos, aumentando a dificuldade para o bicho ir de um lugar para outro. A consequência são encontros cada vez mais raros entre machos e fêmeas.
Seu nome científico significa: do (grego) keleus = pica-pau verde; e de obrieni = homenagem ao ornitólogo americano Charles E. O'Brien (1905-1987). ⇒ Pica-pau de O'Brien.
Mede 27 cm. Cabeça ferrugínea, sendo que o macho apresenta faixa malar e topete vermelhos; peito e cauda negros; asas ferrugíneas; dorso superior amarelo escamado de preto, dorso inferior e partes inferiores amareladas.
Não possui subespécies.
Forrageia em áreas florestadas com taboca (Guadua sp)e embaubais, alimentando-se principalmente de formigas, principalmente dos Gêneros Camponotus e Azteca.
Foram encontrados casais com apenas um filhote no Tocantins, apresentavam penas escuras na cabeça e o topete castanho-avermelhado. O período reprodutivo na região é entre julho e outubro.
Vive em matas ciliares, veredas e matas úmidas com grande presença da Taboca (Guadua paniculata), no qual alimenta-se das formigas, furando a taboca com o bico ou aproveitando-se das brocas. É territorialista, e pode responder ao playback rapidamente se estiver na área. Na época da reprodução, o casal torna-se agressivo, defendendo seu território e irritando-se com o playback. Muitas vezes, podem tamborilar nos colmos ocos de bambu para aumentar o som do tamborilado, que serve como uma forma de comunicação. É raro e ameaçado, vivendo nos locais mais preservados onde ainda consegue encontrar seu alimento. Vive no extrato médio e alto das matas (Observações pessoais - Estevão F. Santos, 2017 e 2018).
É endêmico do Brasil. Descrito de um espécime encontrado no Piauí (Uruçuí, rio Parnaíba), foi recentemente encontrado no Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso.